Trem bala no Brasil?

    Nos últimos anos vem sendo discutida a possibilidade de haver o famoso trem de alta velocidade (TAV) no Brasil. O governo federal demonstrou que o projeto do TAV sairá do papel este ano, finalmente, depois de muito tempo de especulação. O projeto propõe uma linha ligando as cidades de Campinas e Rio de Janeiro, passando pela capital paulista, onde haverá sete estações em todo o percurso. Essa implantação de alta tecnologia de transporte de passageiros deve custar algo em torno de R$35 bilhões aos cofres públicos ou privados, algo que ainda não está definido.

    Pelo menos cinco empresas estão interessadas em administrar o projeto e, de acordo com o governo, são da Espanha, França, Coreia do Sul, Alemanha e Japão. A ANTT afirmou numa reunião entre as empresas interessadas que a tecnologia será definida na licitação e que deve estar em uso em qualquer outro lugar antes da assinatura do contrato, em fevereiro de 2014. A linha iniciará suas atividades em 2018 e em 2020 estará completamente pronta.

    Existe certa preocupação do governo em oferecer o mínimo de infraestrutura para as empresas interessadas e assim atraí-las. Com isso, parte do capital investido será nacional. Com tudo, há um aspecto que chama atenção: as empresas irão se apropriar do investimento nacional e levar lucro para fora. A expectativa é que a empresa operadora lucre mais de R$200 bilhões em 40 anos e que mais de 40 milhões de pessoas utilizem os trens anualmente. Obviamente o governo não irá ficar com um déficit alucinante, pois uma obra dessa magnitude transformará muita coisa além do deslocamento de pessoas, mas na teoria não é assim que um governo resolve seus problemas de transporte. A infraestrutura deveria ser bancada pelas próprias empresas. Elas iriam se sentir seguras por saberem que o projeto é promissor. Mas estamos acostumados com decisões esquisitas de nossos governantes.

   A malha ferroviária no Brasil, apesar de ser uma das dez maiores do mundo, é pequena para um país com suas dimensões e economia em alta. Além disso, grande parte dessa malha ferroviária é destinada para transporte de produtos e não de passageiros. Um trem bala na única megalópole da América do Sul seria importante, talvez não necessária ainda, mas no futuro sim. A implementação de um grande tecnopolo no projeto, como Campinas, é um atrativo a mais ao TAV, que conta com um transporte seguro e rápido, porém um pouco caro se comparado com o preço de passagens aéreas (TAV em torno de R$200,00). Mas o que nós brasileiro temos que colocar em mente é que essa obra não pode ser simplesmente para estrangeiro ver e cobrar de nossos governantes inteligência na adaptação do trem e não desestimular a aviação civil. Não podemos esquecer que há uma defasagem dos outros meios de transporte em nosso país e exigir que pelo menos não haja isso nos trens de alta velocidade.

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